A convivência só afasta porque aproxima demais, e eu não trocaria nenhum instante vivido intensamente ao lado das pessoas – quaisquer que sejam – por momentos corriqueiros e superficiais. A convivência é uma faculdade. Do latim convivere significa “viver em comum”.
Se, sozinhos, já temos as nossas paranóias e loucuras, imagine somá-las aos desvios de conduta alheios? Parece assustador? Pra mim, é vital. É impossível amar uma pessoa sem passar por um período de convivência, porque é impossível amar alguém cujos defeitos você desconheça. Conviver não torna nada previsível, mas torna aceitável. A partir do momento que você entende mais a fundo o universo particular das pessoas com quem convive, você aprende a compreendê-las e, muitas vezes, a perdoá-las.
A convivência que pode destruir relações é a única que tem potencial para eternizá-las. E eu corro o risco de perder as pessoas que eu (acho) que amo, mas não perco a chance de captar-lhes a essência.
Publicado por Red em 23 23UTC abril 23UTC 2010 às 5:40 pm r r
o outro?